
Música Brasileira
Ah! Que saudade da travessia de Milton, das noites com sol de Venturini, do palco de Gil, da construção e das construções de Chico!!
O coração aperta com a alegria e as alegrias de Caetano, com as águas de março de Tom e, generosamente, faz lembrar de Madalena de Ivan.
O som alcança corpo, alma e coração e, diante de mim, surge um lindo lago do amor, um lagode Gonzaguinha. Faz brotar mais água e um oceano inteiro em Djavan.
Devagar, devagarinho, chegam os versos de Martinho e outros versos, os de Cartola, ensinam que o mundo é um moinho!
Caymmi mostra entre os acordes o que é que a baiana tem e Gonzaga, o Gonzagão, apresenta uma Asa Branca e os perigos do sertão.
E entre melodias, rimas e cantorias, a crônica celebra Pixinguinha, outra Gonzaga, a Chiquinha, Villa Lobos, Roberto e Erasmo, Marisa Monte, Lulu Santos, Hebert Viana e tantos nomes geniais.
É a música brasileira pedindo passagem, deixando a mensagem de uma língua vibrante!
É a música brasileira que se faz crônica, poesia, inúmeros romances e nuances de um idioma eletrizante!
E entre confetes e serpentinas, vibra a Colombina e o vozeirão de Ed Motta.
Mas como é que não se nota?
O descobridor dos sete mares e de Tim Maia as excentricidades!?
Com tanta música boa e malemolência do canto, há sempre mais encanto e mais sabor! Há também a ovelha negra da Rita e o Maluco beleza de Raul.
E entre melodias, rimas e cantorias, a crônica celebra Gal Costa, Maria Betânia, Gabriel o pensador. Celebra Lenine, Moraes e Alceu! Celebra Cazuza, Renato Russo e a guitarra de Pepeu!
São tantos os tons, de pele e de sons, são tantos os nomes e rostos e histórias que um texto só não dá conta de mostrar!
Esta é a crônica da música brasileira, a melhor que há!
E assim, quando a tarde cair feito um viaduto, canta feliz a menina apimentada, a pequena Elis. E ela nos diz que a esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar.













